Multiangular

Em terra de fake news, todo cuidado é pouco. E mesmo que você confirme por meio de diversas fontes a veracidade dos fatos, ainda há um segundo problema: a maneira como um fato é contado.  Mas nós, leitores de diversas mídias, temos ferramentas para evitar a manipulação e a incorporação de certezas e valores que não são nossos. Então, ao ler um texto, independentemente da mídia em que ele seja divulgado, fique atento às palavras escolhidas, ao modo como a frase é construída, à presença de expressões que atribuam valor ao fato exposto, à ordem em que possíveis posicionamentos são inseridos no texto, às imagens, à omissão de fatos, à interpretação superficial, ao autor do texto, à fonte do texto, etc.

Nesse cenário, esta seção tem a intenção de ajudar o leitor a praticar sua criticidade. Sempre traremos textos referentes ao mesmo assunto de fontes diversas. Talvez você não reconheça todos os veículos de comunicação aqui publicados, pois também buscamos mostrar textos, que apesar de não estarem nos famosos jornais ou revistas, estão sendo lidos por um bocado de gente.

 

Curadoria de Luis Vieira  

Quem equipara Lula a Bolsonaro está mentindo, não opinando

QUANDO BOLSONARO E HADDAD chegaram ao segundo turno, o Estadão publicou editorial afirmando que aquela seria “uma escolha muito díficil”. Sabe como é, escolher entre um professor com anos de serviços prestados à democracia e um ex-militar parasita com discurso golpista não é uma tarefa fácil para os barões do jornal, cujos antepassados conspiraram para o golpe militar de 64. Não era para ser uma escolha difícil. A função essencial do jornalismo é a defesa da democracia, até porque só ela garante a liberdade da profissão.

Ao se tornar elegível nesta semana, Lula fez com que a grande parte da imprensa voltasse a apostar na cantilena da polarização tão repetida nas últimas eleições. Pipocaram no noticiário artigos lamentando o primeiro discurso de Lula e lamentando a polarização entre dois “populistas”, como se ambos fossem dois lados de uma mesma moeda. Lula defendeu a educação pública, o SUS, o auxílio emergencial, a ciência e pregou o diálogo com todos os setores da sociedade. Polarizou com o autoritarismo e a política de morte de Bolsonaro. Mas os colunistões apareceram no dia seguinte lamentando a polarização trazida por Lula e criando uma falsa equivalência entre o discurso do ex-presidente e o discurso facínora responsável por um genocídio.

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https://theintercept.com/2021/03/14/lula-bolsonaro-equipara-polarizacao/

Com Lula elegível, polarização volta a assombrar o Brasil

A decisão do ministro Edson Fachin, que devolveu os direitos políticos de Luiz Inácio Lula da Silva, colocou o ex-presidente no jogo eleitoral de 2022. Ao mesmo tempo, traz de volta o fantasma da polarização política entre esquerda e direita, que tanta intolerância produziu no País.

E nas eleições municipais, realizadas há poucos meses, o brasileiro sinalizou justamente numa direção diferente, optando majoritariamente por candidatos moderados, rejeitando os discursos radicais. Jair Bolsonaro não emplacou a maioria dos candidatos de direita que apoiou.

O PT não elegeu nenhum prefeito de capital. Mas, com a possibilidade de Lula participar da eleição de 2022, aumentam as chances de acontecer um novo confronto entre direita e esquerda pelo poder, com o petista se tornando o principal adversário de Bolsonaro na disputa pela reeleição.

Leia mais em: 

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/lava-jato/com-lula-elegivel-polarizacao-volta-a-assombrar-o-brasil,ea881a0f0aee5fc13e7735b60687d031o4ktiiwe.html

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