“La maestra, la poeta, la ensayista:” as americanidades de Gabriela Mistral

Por Ana Beatriz Mauá

Para se referir à América Latina, a Prêmio Nobel de Literatura Gabriela Mistral utilizou termos diferentes: Latinoamérica, América Española, Hispanoamérica, América Nuestra, América Mestiza e Indoamérica foram alguns dos nomes empregados. A pluralidade dos nomes nos indica algo: a dificuldade em definir, precisamente, quais eram as marcas fundamentais de nosso continente. Fosse a colonização ibérica ou a mestiçagem, era relevante especificar as particularidades políticas e culturais de Nuestra América. O esforço de Mistral em definir os significados e sentidos de uma americanidade não está deslocado de seu tempo e lugar. Se a existência de duas Américas – a do Sul e do Norte – foi, em tempos de colonização, uma maneira de distinção geográfica, os significados depreendidos no contexto que se seguiu às independências no século XIX adquirem uma conotação cada vez mais política, concebida, inclusive, pelos próprios latino-americanos. O conceito de “América Latina”, embora pareça hegemônico em certas reflexões contemporâneas, é histórico, e mapeado por tensões e controvérsias, sobretudo, a respeito de seu surgimento. Embora tenha sido utilizado de maneiras variadas, de acordo com o tempo e o espaço, foi fundamental para afirmação identitária e, especialmente, para a distinção em relação à Europa e depois, aos Estados Unidos. E Gabriela Mistral foi uma figura fundamental para a consolidação dos debates em torno da ideia de “identidade latino-americana.”

 

Debate central no campo artístico, literário e intelectual da primeira metade do século XX, o tema das identidades latino-americanas provocou disputas e dissensos entre agentes que divergiam a respeito da existência de um sentimento em comum, partilhado pelos habitantes do continente. Este não era o caso de Mistral: para a chilena de origem indígena e basca, nascida em 1889, a americanidade estava presente em todos nós. Independentemente do país de nascimento e classe social, o passado da conquista ibérica, a miscigenação violenta e a herança das populações indígenas aproximavam os latino-americanos a despeito dos regionalismos. Por conta deste entendimento, Mistral engajou-se na defesa de uma unidade entre os países da América Central e do Sul, afirmando que a única saída para o desenvolvimento material e espiritual do continente seria possível pela união entre os povos que aqui habitam. Além de ensaios publicados em uma série de jornais, chilenos e estrangeiros, Mistral teceu redes de sociabilidade intelectual com escritores e políticos, canais que se tornaram fundamentais para que denunciasse as mazelas sofridas pelas populações indígenas do continente, vivendo em situação de pobreza e exclusão.

A edificação de um pensamento mistraliano a respeito das identidades latino-americanas ocorre em paralelo à sua atividade docente. Desde muito cedo, Mistral dividiu os versos e estrofes com a pedagogia e engajou-se intensamente pela educação das mulheres quando este ainda não era um direito garantido a todas em seu país. Sua carreira de professora começa em meados dos anos 1900 e, na década seguinte, Mistral já havia conquistado cargos importantes no sistema educacional chileno. Na condição de maestra, viajou pelo país inteiro – de Antofagasta a Punta Arenas, com estadias em Santiago e Temuco. Graças à sua experiência em escolas rurais, Mistral foi convidada pelo mexicano José Vasconcelos para colaborar com a criação de escolas-granjas e escolas rurais, modelo escolar a ser implementado em diversas regiões do país em consequência dos desdobramentos da Revolução Mexicana. Mistral incorpora o projeto de “maestra missioneira”, da educadora que se dirige ao campo para integrar, por meio da alfabetização, camponeses e trabalhadores, por vezes vivendo em situação de exclusão social ou geográfica. Inegociável era para ela o entendimento da escola enquanto forma fundamental de valorização das comunidades indígenas e do passado anterior à conquista. É, durante a estadia no México, que Mistral abraça definitivamente o pensamento indigenista. Ainda que essas temáticas estivessem presentes em sua poesia, Mistral fez da defesa das populações indígenas do continente um compromisso político cada vez mais efetivo.

O pensamento indigenista teve profundo impacto na produção poética e crítica de Gabriela Mistral. Da mesma maneira, o seu papel na concretização e difusão dos preceitos adotados pelo movimento, caracterizado, substancialmente, pela retomada da centralidade das comunidades indígenas nas sociedades hispano-americanas é igualmente importante, tendo em vista sua participação ativa em instituições nacionais e internacionais. Por conta do compromisso com a transformação social, o indigenismo mistraliano não é meramente estético. Embora trabalhadores quéchuas, mapuches e mestizos fossem personagens fundamentais de sua produção poética, a preocupação com a condição das camadas populares mestiças e indígenas esteve presente em grande parte de sua produção crítica em tom de denúncia das condições de vida dessas comunidades indígenas. Seus ensaios críticos revelam o entendimento de que para garantir o desenvolvimento econômico e social, a América Hispânica deveria observar o seu passado como um caminho para o autoconhecimento. Por meio de tal diagnóstico, seria possível identificar as barreiras e obstáculos a serem superados para a construção de sociedades mais igualitárias. 

A interpretação de Mistral a respeito da formação da América Latina pautava-se em dois elementos cruciais: por um lado, a violência e opressão direcionadas aos povos indígenas; por outro, o início da miscigenação e mestiçagem, traço primordial para a definição da essência puramente latino-americana. Ainda que sejam componentes substanciais da formação étnica dos países do continente, os campesinos e indígenas continuaram subordinados a violências extremamente duras mesmo após a Independência, nas Repúblicas que surgiram a partir de então. No pensamento político da poeta, identificam-se, assim, três temáticas substanciais: a forte preocupação com o indigenismo; as críticas à violência da conquista espanhola na América, cujas consequências ainda se fazem presentes no continente; e urgência da formação de identidades latino-americanas complementares às identidades nacionais de cada país.

 

Embora o pensamento mistraliano seja possante, instigante e de grande potencial crítico, foi pouco explorado pela crítica e pela academia. Isso se deve, em parte, às leituras despolitizadas – e despolitizantes – conferidas à sua trajetória. Tanto sua orientação sexual, quanto posicionamentos políticos comprometidos com a causa indigenista foram substancialmente apagados dos livros de história e de grande parte da produção acadêmica produzida sobre a autora. La madre de los niños ou La Mistral, foi esta a imagem difundida no imaginário social chileno. Tanto pela direita quanto pela esquerda, esta foi reapropriada e difundida a gosto daqueles que a mobilizavam. Poucos dedicaram-se a ir além de sua obra poética, e desvendar  o potencial crítico de seus escritos, os quais nos permite afirmar com segurança que se trata de uma das maiores pensadoras latino-americanas do século XX.

 

A despolitização e a escassez de trabalhos destinados à sua produção ensaística podem ser justificados, em certa medida, pela perpetuação de leituras misóginas a respeito de sua trajetória. Essas interpretações estão respaldadas em estereótipos de feminilidade, e que definem enquanto característica comum a todas as mulheres a aptidão para o cuidado com as crianças e, por conseguinte, o exercício do magistério. As que ousaram adentrar esferas historicamente negadas a elas, como a das artes e literaturas,  eram consideradas amadoras e deveriam se restringir a temáticas entendidas enquanto femininas – o lar, a família, a infância - encarregando-se de gêneros literários entendidos enquanto secundários, como a poesia e a autobiografia. Assim sendo, o potencial crítico de Mistral, em todas as suas facetas – a de maestra, poeta e crítica – não foi devidamente explorado. Felizmente, essa situação transforma-se na medida em que o interesse para além de sua obra poética e pedagógica cresce. Há esforços recentes mobilizados por acadêmicos/as, professores/as e militantes, interessados em sua produção ensaística, cujo vigor crítico nos inspira até os dias de hoje: seu comprometimento com as populações excluídas, com a reforma agrária e com a igualdade social. Há também grupos políticos empenhados em politizar a trajetória de Mistral, compreendendo-a à luz de toda a sua pluralidade. É graças a estes novos esforços em nível acadêmico e, sobretudo, político, que a potencialidade crítica do pensamento mistraliano tem encontrado grande vigor e fornecido fôlego para que nós continuemos a (re)pensar a Nuestra América.

Gabriela Mistral

Mural realizado no GAM – Centro Gabriela Mistral, em Santiago do Chile. Nesta imagem, observamos Mistral portando os pañuelos, símbolo dos movimentos em defesa do aborto na América Latina – sobretudo, na Argentina e no Chile – e uma bandeira anarquista. Essa imagem nos indica a potencialidade do presente de (re)criar representações, recuperar propósitos e politizar uma figura que nada tinha de despolitizada.

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Ana Beatriz Mauá é doutoranda em História Social e estuda a produção autobiográfica de mulheres escritoras e artistas latino-americanas do século XX.

 De pé, em praça pública: um ponto de partida para reflexão.

 

Por Rafael Dias Scarelli

El Comercio, Lima, 3 de maio de 1913, p. 1.

Legenda: A imprensa, transeuntes e moradores observam a estátua de Manuel Candamo, destruída após uma explosão de um cartucho de dinamite, colocado durante a madrugada sobre a obra.

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Nos últimos meses, potencializados pelo assassinato de George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis (EUA), ganharam repercussão no debate público questionamentos dirigidos à presença de homenagens escultóricas a personagens vinculados à conquista e à dominação colonial, à ordem escravista e ao genocídio indígena nas cidades americanas. A revolta cruzou os mares: em Bristol, no Reino Unido, a estátua do traficante de escravos Edward Colston foi lançada ao rio por manifestantes, enquanto em Antuérpia, na Bélgica, a estátua do rei Leopoldo II foi manchada com tinta vermelha. Não se trata de uma questão exatamente nova: nos EUA, estátuas que homenageiam soldados confederados foram constantemente alvo de mobilizações nos últimos anos, especialmente após o massacre promovido por um supremacista branco contra uma comunidade de paroquianos negros na Carolina do Sul, em 2015. Abrindo um pouco as nossas lentes, podemos ver que essa questão já está colocada há mais tempo nos países da América Latina, considerando, sobretudo, a conquista e a exploração de povos ameríndios. Limitemo-nos a três episódios, que remontam à década de 1990, divergentes por seus protagonistas e por seus resultados. Em 12 de outubro de 1992 – em um contexto de protestos indígenas contra as comemorações pelo quinto centenário da chegada de Cristóvão Colombo à América –, na cidade de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, no sul do México, uma manifestação que reuniu centenas de maias derrubou e destruiu a estátua do conquistador e fundador da cidade, Diego de Mazariegos, instalada no pátio da igreja de Santo Domingo [1]. A estátua do capitão Mazariegos, inaugurada em 1978, foi queimada, arrastada até a prefeitura e destruída. No mesmo dia, na cidade de Morelia, capital do estado de Michoacán, a estátua do vice-rei Antonio de Mendoza foi derrubada por manifestantes [2]. A milhares de quilômetros dali, no sul do continente, a polêmica se centraria ao redor da estátua de outra figura histórica, associada não ao período colonial, mas sim à consolidação e à expansão territorial do Estado Argentino: o general Julio Argentino Roca – líder do exército argentino nas campanhas militares dirigidas contra as populações indígenas pampeanas e patagônicas e depois presidente do país por dois mandatos na passagem dos séculos XIX ao XX. Um monumento ao general Roca, instalado no centro cívico de San Carlos Bariloche, tem sido alvo de questionamentos pela comunidade mapuche da região desde meados da década de 1990, sendo objeto de um pedido frustrado de remoção dirigido às autoridades em 1997 [3]. Por sua vez, em Lima, capital do Peru, o alvo foi a estátua equestre do conquistador Francisco Pizarro, instalada então em uma pequena praça contígua à Plaza de Armas, centro do poder político da Ciudad de los Reyes, por ele fundada em 1535. Contra a estátua de Pizarro, inaugurada para o quarto centenário de Lima em 1935 [4], já havia se mobilizado o arquiteto Santiago Agurto em artigo publicado em 1991, acusando-a de ser lesiva à “peruanidad”, de ser mais apropriada para o país “conquistador” do que ao “conquistado” [5]. Após uma longa campanha de Agurto, alavancada com sua eleição ao Concejo Provincial de Lima, a estátua de Pizarro foi finalmente removida da praça, sem destino certo, em 2003, por decisão da administração municipal. No ano seguinte, a obra foi instalada, sem seu pedestal original, no Parque de la Muralla, às margens do rio Rímac, onde hoje se encontra. Se deixamos de nos balizar pelos questionamentos ancorados no rechaço ao colonialismo, à exploração de populações originárias e afro-americanas, o número de monumentos confrontados e derrubados certamente se multiplica. Se a Revolução Francesa pôs a baixo as estátuas equestres dos reis Bourbon franceses, tampouco os processos revolucionários e os sobressaltos políticos deixaram, nas grandes urbes latino-americanas, os monumentos ligados ao regime anterior ou aos adversários políticos ilesos. Na Venezuela, após governar descontinuamente por um longo período na segunda metade do século XIX, Antonio Guzmán Blanco, conhecido como “ilustre americano”, teve sua estátua equestre demolida junto com seu regime [6]. Considerando esse panorama, podemos, de partida, reconhecer que os atuais questionamentos aos monumentos, tanto na forma de intervenções como nos esforços de remoção, inscrevem-se, por si só, no processo histórico, ganhando uma dimensão ainda mais emblemática em uma época em que tudo pode ser gravado e compartilhado instantânea e mundialmente em rede, assumindo um forte caráter simbólico. Não há que se negar que essas estátuas, a despeito de suas placas de dedicatória frequentemente trazerem palavras de elogio e gratidão ao homenageado, vinculam-se a um passado violento, que segue produzindo exclusão política e social no presente. Nesse conjunto, por um lado, foram celebrados personagens e episódios considerados relevantes para a construções dos Estados nacionais americanos, mas que foram profundamente violentos com frações de sua população, assumindo um caráter genocida, como as campanhas do deserto lideradas por Roca. Por outro lado, reivindicando uma suposta missão “civilizadora” e “cristianizadora” dos colonizadores europeus, figuras ligadas à exploração colonial também foram homenageadas pelas elites políticas, sendo o próprio navegador Cristóvão Colombo amplamente celebrado em bronze e mármore. Por tudo isso, há uma legítima demanda por destituir esses personagens do “lugar de honra” de que gozam no espaço urbano. No entanto, pode ser válido problematizar quais os sentidos e resultados, a longo prazo, que essas iniciativas comportam. Como historiador, compreendo a importância da preservação dos vestígios do passado – inclusive de suas injustiças e violências –, como fonte para se conhecer esse passado e como problema para se pensar o presente. Nesse sentido, as esculturas podem ser um valioso ponto de partida para uma reflexão coletiva, que não se deixe levar pelo seu viés comemorativo, mas que, ao contrário, decodifique e dessacralize seu discurso: considerar quem foram os autores e financiadores da homenagem, quando ela foi construída, quem e como ali está representado, e ainda, quem não está. A permanência desses marcos nos convida a refletir sobre quem e o que fomos capazes de homenagear no passado. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e na Câmara de Vereadores da capital paulista, foram apresentados projetos de lei visando impedir novas homenagens a personagens escravocratas e determinando a remoção para museus de obras escultóricas já instaladas [7]. A alternativa que surge nesses projetos para os monumentos já instalados na cidade, “ser retirados de vias públicas, ou praças públicas e armazenados nos Museus na Cidade de São Paulo”, apresenta algumas dificuldades. A primeira delas é sua própria viabilidade em termos de infraestrutura dos museus, quando consideramos obras como o Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret (1953) [8] – formado por 240 blocos de granito com aproximadamente 50 toneladas cada, com uma extensão de 50 metros. Por outro lado, transferir monumentos para museus – ou parques fechados –, acima de tudo, poderia ter um efeito silenciador, ao retirar do nosso campo de visão cotidiano e, portanto, do debate público, as discussões sobre o nosso passado. Desse modo, chamo a atenção para importância da preservação de marcos associados às diversas formas de violência, não como espaços de exaltação desse passado – fim ao qual estas obras originalmente se prestaram –, mas de contínua reflexão, impedindo-se o seu futuro esquecimento, em tempos de tantas formas de negacionismo. A presença desses monumentos na cidade, mediante indispensáveis novas estratégias de apresentação (placas que problematizem o seu conteúdo honorífico, por exemplo), pode contribuir para instaurar um debate constante. Creio que essas estátuas têm potencial de cumprir um papel mais interessante de pé, em praça pública: nos incitar a uma reflexão contínua, atualizando nossa memória e impedindo que o silêncio prevaleça.

 

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[1] Sobre o tema, ver: BENJAMIN, Thomas. “A Time of Reconquest: History, the Maya Revival and the Zapatista Rebellion in Chiapas”. American Historical Review, vol. 105, n. 2, abril de 2000, pp. 417-450.

[2] RAMÍREZ, Luis. “Movimientos indígenas y gobiernos locales en la región purépecha de Michoacán, México”. In: ASSIES, William e GUNDERMANN, Hans (eds.). Movimientos indígenas y gobiernos locales en América Latina. San Pedro de Atacama: Instituto de Investigaciones Arqueológicas y Museo R. P. Gustavo Le Paige s. j. (IIAM), 2007, pp. 125-126.

[3] ROMÃO, Luciana. “Memória e espaços em disputa em San Carlos de Bariloche: o caso do monumento ao Gen. Roca no Centro Cívico”. In: Revista Ara – FAUUSP, São Paulo, n.3, 2017. Disponível em: http://journals.usp.br/revistaara/article/view/139428/0.

 

[4] A estátua foi primeiro inaugurada no átrio da catedral de Lima, sendo transferida para a praça em 1952.

 

[5]  Argumento amparado no fato de ser a obra, do escultor estadunidense Charles Rumsey, semelhante à outra estátua de Pizarro do mesmo artista, localizada na cidade espanhola de Trujillo. AGURTO CALVO, Santiago. “Descabalgar a Pizarro”. La República. Lima, 12 de julho de 1991. Citado por VARÓN GABAI, Rafael. “La estatua de Francisco Pizarro en Lima. Historia e identidad nacional”. Revista de Indias, Madrid, v. 66, n. 236, janeiro-abril de 2006.

 

[6] A obra era um trabalho do escultor Joseph Bailly. Cf. GUTIÉRREZ VIÑUALES, Rodrigo. Monumento conmemorativo y espacio público en Iberoamérica. Madrid: Ediciones Cátedra, 2004, pp. 70-71 (versão digital).

 

[7] Esses projetos possuem conteúdo e redação bastante semelhante: Projeto da Vereadora Juliana Cardoso (PT), apresentado em 26 de junho de 2020. PL 396/2020: Dispõe sobre a proibição de homenagens a escravocratas e eventos históricos ligados ao exercício da prática escravista, no âmbito da Administração Municipal direta e indireta. Projeto da Deputada Estadual Erica Malunguinho (PSOL), publicado em 20 de junho de 2020. PL 404/2020, Proíbe homenagens a escravocratas e a eventos históricos ligados ao exercício da prática escravista no âmbito da administração estadual direta e indireta.

 

[8] Governo do Estado de São Paulo. Monumento às Bandeiras. Disponível em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/monumentos/monumento-as-bandeiras/ Acesso: 30.10.2020.

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Rafael Dias é doutorando em História pela Universidade de São Paulo, onde também concluiu o Mestrado em 2019, na área de História da América. Suas pesquisas abordam o tema dos monumentos públicos e da fundição artística.