uma visita paradoxal

 

por Gisele Cova

 

 

 

“O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais.”

Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

Dialogando com o silêncio e buscando nutrir a alma com cultura, conhecimento e arte, seguimos vivendo tempos atípicos. Não que o tempo típico seja algo desejado, mas nele temos a pretensa liberdade de sair em busca de alimentos para o corpo e a alma, com ou sem destino e nos dirigir ao trabalho, a um café e, quiçá, ao cinema, teatro ou a um parque qualquer. Pensando nesses tempos idos - válidos para quem goza o privilégio de se resguardar e, de alguma forma vindouros, há que se considerar a experiência de estar em um museu. Nessa seção, apresentaremos algumas propostas para viver tal experiência. Porém, antes mesmo de iniciarmos esse mergulho, gostaria de compartilhar algumas reflexões, tal como se estivéssemos de fato nos dirigindo para a visita propriamente dita.

O museu é aquele ambiente público, onde se resguarda o espaço das musas e do estudo, do uso da razão humana, tal como a etimologia da palavra nos lembra. Na Grécia antiga, referia-se ao templo que concentrava as oferendas às musas, nove entidades divinas, filhas de Zeus com a deusa da memória, Mnemósine. Como retratado na Odisseia de Homero, as musas são as deusas da música e da poesia. Portanto, tem-se que museus são ambientes de referência à cultura, memória e ciência da humanidade, assim como hoje representam ambientes onde a reflexão crítica tem seu lugar preservado. Porém, para chegar a tais referências, um esforço é necessário: o de colocar-se à disposição da obra de arte; sendo um museu de história natural, do fóssil e dos artigos biológicos. Somente assim se torna possível permitir o livre trânsito da conversa entre as peças de um museu com suas próprias percepções e, dessa forma, atingir camadas de si mesmo que estavam adormecidas, em silêncio. 

Voltando aos tempos atípicos, tempos em que por vezes não se distinguem, tampouco se identificam tão bem as rotinas, muito menos o exercício da humanidade, deparamo-nos com uma possibilidade de sairmos desse estado ensimesmado tão habitual dos tempos de isolamento. Vários museus estão disponíveis, muito embora tal disponibilidade seja, agora, de outra natureza. Se por um lado a experiência da presença é inviável nesse momento, por outro, cabe ainda a busca pela vivência. Ora, tem-se à disposição as instâncias intermediárias entre a presença corpórea e as ausências impostas pela pandemia: o mundo virtual. Porém, é importante ressaltar a robustez na análise de Walter Benjamin: a reprodutibilidade técnica da obra de arte desvaloriza o seu aqui e agora. Isso afeta sua autenticidade e, portanto, atrofia sua aura. Sabemos que uma visita online não substitui a presença, não traz consigo o cheiro, a sensação térmica, o peso e a leveza da terceira dimensão dos espaços de contemplação e de interação com a Arte e com a Memória. Ao considerar uma pintura ou uma escultura, o aqui e agora apresentados por Benjamin estão ausentes.

Para ampliar a reflexão sobre as potenciais limitações da presença, resgatemos o que Merleau-Ponty, ao se referir ao processo artístico de Cézanne, em “A dúvida de Cézanne”, apresenta:  “[...] se o pintor quer exprimir o mundo, é preciso que a composição das cores traga em si este Todo indivisível; de outra maneira, sua pintura será urna alusão às coisas e não as mostrará numa unidade imperiosa, na presença, na plenitude insuperável que é para todos nós a definição do real.” De modo generoso, a composição das cores de Cézanne traz, mas nós não estamos ali para receber. Não podemos, por enquanto, desfrutar do real, interagir com a obra e nela reconhecer a percepção de um Todo indivisível. O real, no momento, é a interação com as ausências.

Lata de leite e Maçãs, Cézanne, 1879-1880. Nessa tela, observam-se os limites dos objetos e é possível, assim, reconhecer o que Merleau-Ponty se referiu à pintura de Cézanne: a tela não é mais comparável à natureza ponto por ponto, mas restabelece a ação das partes umas sobre as outras, oferecendo, assim, uma verdade geral da impressão. https://artsandculture.google.com/asset/milk-can-and-apples-paul-c%C3%A9zanne/ygHC-2TxGf_3zA, acesso em 21 de julho de 2020

Entretanto, e de modo paradoxal, com a infinidade de caminhos que a razão de cada uma e de cada um de nós pode conduzir, temos a potência de vivenciar outras experiências do real. Talvez, a condução seja realizada pela emoção, pelas sensações ou pela memória. De toda forma, há uma realidade possível a ser vivenciada nesse tempo-espaço. Sob alguma perspectiva, em tempos de potencial esvaziamento da humanidade, o acesso à obra, mesmo que reproduzida, pode alimentar o desejo, a curiosidade e a reflexão. Aspectos que podem ser assumidos como essenciais da alma humana.

Visando a nutrição do melhor de nossa sensibilidade, tão fragilizada nesses tempos que mais conversam com a angústia e a ansiedade, consideramos algumas possibilidades de incursões, com evidentes limitações quanto à potencialidade de experiência por tantos sentidos. Por fim, cabe uma ressalva: justamente por se tratar de um campo tão vasto e individual de interesses, propomos alguns dos espaços que têm viabilizado uma entrada virtual por suas galerias. Dentre uma miríade absoluta de museus e de interesses pessoais, ficam aqui apenas algumas possibilidades de passeios. Que a provocação do convite para o mergulho nos aparentes silêncios possa alimentar a vontade, a curiosidade e os caminhos reflexivos em cada uma e em cada um.

Natural History Museum: https://www.nhm.ac.uk/

 

Por meio desse link (https://www.nhm.ac.uk/visit/virtual-museum.html), você descobrirá 13 maneiras de explorar o Museu de História Natural de Londres. Por exemplo, no item 5, que se refere ao tour virtual, você pode ter acesso aos painéis que compõem o teto da Hintze Hall deste museu. Nessa mesma seção, você encontrará 14 exposições virtuais, como a que trata da história de Alfred Russel Wallace, coautor da teoria da Evolução pela seleção natural ou a de Mary Anning, paleontóloga do século XVIII, primeira pessoa a descobrir o esqueleto completo de um Plesiossauro e a identificar um fóssil de um Ictiossauro e Pterossauro. Mesmo com suas importantes descobertas paleontológicas, a Sociedade Geológica de Londres só passou a aceitar mulheres a partir de 1904. Mary morreu em 1847.

O teto do Museu de História Natural de Londres foi projetado em 1880 e apresenta uma série de painéis com plantas que possuem propriedades medicinais, contribuíram para o desenvolvimento da economia inglesa ou que simplesmente atuam e atuaram como ornamentação. https://artsandculture.google.com/exhibit/hintze-hall%E2%80%99s-hidden-masterpiece/ZgIC0U5-YXGjLg, acesso em 21 de julho de 2020.

National Museum of Natural History: https://naturalhistory.si.edu/

 

O Museu de História Natural de Washington conta com a possibilidade de visitar diversas galerias por meio do seu passeio virtual, que pode ser acessado clicando neste link: https://naturalhistory.si.edu/visit/virtual-tour. Assim, você pode escolher passear por algumas exposições permanentes. Se for este o caso, você será direcionado para o meio interno do museu e poderá transitar pelas galerias. Há uma exposição específica sobre a cultura africana que busca ilustrar um tanto da diversidade cultural de diversas tribos. Há outra exposição que vale a excursão, no segundo andar, sobre o Egito antigo.

Múmia exposta que data cerca de 500 anos a.C.

https://naturalhistory2.si.edu/vt3/NMNH/z_tour-022.html, acesso em 21 de julho de 2020

Reconstrução de Homo neanderthalensis, exposto no primeiro andar do Museu de História Natural de Washington.

https://artsandculture.google.com/asset/reconstruction-of-homo-neanderthalensis-john-gurche/KgEmgnKo_eKntg, acesso em 21 de julho de 2020

Mvsei Vaticani: http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html

 

Caso você queira ver com seus próprios olhos e buscar mais detalhes da Escola de Atenas, de Rafael, basta visitar os museus do Vaticano. Também é possível ter acesso direto ao teto da Capela Sistina, pintura realizada por Michelangelo no século XVI. Por meio deste link http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en/collezioni/musei.html, você consegue visitar uma série de outros espaços, como a Capela de Urbano VII e a Pinacoteca do Vaticano.

E através do link a seguir, é possível realizar uma série de tours virtuais por diversas galerias: http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en/collezioni/musei/tour-virtuali-elenco.html.

Detalhe do teto da Capela Sistina, por Michelangelo: Criação de Adão. Obra realizada entre 1508 e 1512. http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en/collezioni/musei/cappella-sistina/volta/storie-centrali/creazione-di-adamo.html, acesso em 21 de julho de 2020

Escola de Atenas, Rafael. Platão, com Timeu nas mãos e Aristóteles, com Ética a Nicômaco, estão no centro da pintura. Registro realizado entre 1509 e 1510. http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en/collezioni/musei/stanze-di-raffaello/tour-virtuale.html, acesso em 21 de julho de 2020

Museum of Modern Art, MoMA: https://www.moma.org/

 

Por meio do MoMA, é possível tanto realizar algumas visitas virtuais, ouvir playlists selecionadas e disponíveis no site quanto ler artigos da revista do próprio MoMA, https://www.moma.org/magazine/articles/376. O artigo de julho, por exemplo, refere-se a um movimento de artistas manifestando indignação perante mais um caso de violência policial contra negros de Havana. O caso se refere à morte violenta e evidentemente injusta de Hansel Ernesto Hernández-Galiano. Ainda, dois artigos da série “Searching for Iemanjá”, publicados em agosto, referem-se à reflexão sobre a arte afro-brasileira. Esses trabalhos foram escritos depois de uma viagem realizada por Thomas J. Lax pelo Brasil que durou seis semanas no início de 2020. Você pode encontrar tais artigos no seguinte link: https://www.moma.org/magazine/tags/127. O MoMA também disponibiliza, em algumas quintas-feiras, passeios virtuais permitindo o acesso a coleções e exposições. Por exemplo, no dia 16 de julho foi disponibilizado o acesso à exposição de fotografias de Gordon Parks, um repórter que registrou cenas do cotidiano norte-americano durante a segunda metade do século XIX. Segundo Parks, “I can’t help but have a certain kind of empathy…. It’s more or less expressing things for people who can’t speak for themselves... the underdogs... in that way I speak for myself” [Não posso evitar de ter certa forma de empatia... é mais ou menos expressar coisas por pessoas que não podem falar por si mesmas... Os oprimidos... dessa forma, falo por mim mesmo]. Para ter acesso a essa galeria, acesse: https://www.moma.org/calendar/exhibitions/5235. Todas as exposições, desde a inauguração do MoMA em 1929, estão disponíveis, bem como mais de 88.000 obras podem ser apreciadas numa visita virtual. É possível encontrar obras de Picasso, Van Gogh, Gustav Klimt, Cézanne, Miró, dentre tantos outros artistas. Para acessá-las, clique em: https://www.moma.org/collection/

Children with Doll. Gordon Parks, cidade de Washington, 1942. Registro que compõe a exposição de Gordon Parks no MoMA. https://www.moma.org/magazine/articles/379, acesso em 21 de julho de 2020.

Les Demoiselles d’Avignon, Pablo Picasso. Paris, Junho-Julho de 1907.

https://www.moma.org/collection/works/79766?sov_referrer=theme&theme_id=5135&effective_date=2020-07-21

Museo Frida Kahlo: https://www.museofridakahlo.org.mx/es/

 

Essa lista não poderia deixar de contemplar o museu da Frida Kahlo, ou seja, a casa onde nasceu, morreu e que mantém íntima relação com a personalidade e com a obra de Frida. A Casa Azul foi convertida em museu em 1958, quatro anos depois do falecimento de Frida. Trazendo elementos para reflexão por este passeio, cabe mencionar o que ela mesma havia dito em 1953, vivendo com um corpo que lhe privava os movimentos: “Pies para qué los quiero, si tengo alas pa’volar” [Pés, para que os quero, se tenho asas para voar]. É possível fazer um passeio virtual e circular mais do que por galerias, mas pelos corredores e cômodos da casa. Para tanto, clique em: https://www.museofridakahlo.org.mx/es/el-museo/visita-virtual/. Nesse movimento, que tampouco envolve nossos pés, encontramos Frida em quadros, esculturas, cores, jardins, camas e cavaletes.

Autorretrato dedicado a Leon Trotsky, Frida Kahlo, 1937.

https://artsandculture.google.com/asset/auto-retrato-dedicado-a-leon-trotsky-frida-kahlo/qwH7SFUucsTJjQ?hl=pt-BR, acesso em 21 de julho de 2020

Natureza-morta, Frida Kahlo, 1942

https://www.museofridakahlo.org.mx/es/, acesso em 21 de julho de 2020

Museu do Louvre: https://www.louvre.fr/

 

Mesmo para esse acesso virtual, seria interessante ter mais de um dia para visitar com qualidade as diversas galerias do Louvre. Alguns tours virtuais são possíveis. Se quiser visualizar a galeria desenvolvida em homenagem ao rei Luis XIV e o painel central, pintado por Delacroix em 1851, clique nesse link: http://mini-site.louvre.fr/apollon/index_apollon.html. Se o seu interesse se relaciona com os primórdios do Direito, veja o código de Hamurábi esculpido num bloco de basalto: http://musee.louvre.fr/oal/code/indexEN.html. Se tiver curiosidade em contemplar com seus próprios olhos, mesmo que por meio de uma tela, e em conhecer mais sobre o quadro de Da Vinci, Monalisa, veja essas referências: https://focus.louvre.fr/en/mona-lisa. Há uma enorme coleção de artefatos do Egito antigo, a própria estrutura do Louvre e muitas galerias com obras de arte inigualáveis em cada espaço. Um lugar que convida a flanar.

Retrato de Lisa Gherardini, mulher de Francesco di Giocondo, Leonardo Da Vinci, 1503-1519.

https://focus.louvre.fr/en/mona-lisa#page=info, acesso em 21 de julho de 2020

Neptune Calming the Waves, with a Triton at his Feet, Lambert-Sigisbert Adam, 1737.

https://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/neptune-calming-waves, acesso em 21 de julho de 2020

Museo del Prado: https://www.museodelprado.es/

 

Fica no Prado a tela que Goya pintou sobre o momento histórico que teria ocorrido depois de Napoleão invadir a Espanha. A ordem era para que D. Francisco de Paula de Bourbon emigrasse para a França. Parte da população se opôs às determinações e, em represália, muitos espanhóis foram assassinados. Goya retratou a cena do horror alguns anos depois no quadro “3 de maio”, obra exposta nesse museu. É também no site do Prado que se encontra uma linha do tempo com referências históricas sobre eventos e publicações artísticas, verifique: https://www.museodelprado.es/coleccion/linea-del-tiempo?pActive=80273&search=&pInit=NaN-2399-1&pEnd=NaN-2399-6. Ainda no site deste museu é possível encontrar material didático que traz suporte ao estudo. Acesse o guia neste link: https://content3.cdnprado.net/doclinks/pdf/visita/plano/accesible/Guia_accesible_MNP.pdf

El 3 de Mayo em Madrid o “Los fusilamientos”, Goya y Lucientes, 1814.

https://www.museodelprado.es/coleccion/obra-de-arte/el-3-de-mayo-en-madrid-o-los-fusilamientos/5e177409-2993-4240-97fb-847a02c6496c, acesso em 21 de julho de 2020

Galeria Uffizi: https://www.uffizi.it/en

 

A Galeria Uffizi é riquíssima em obras e em detalhes. Oferece um tour virtual pelas suas galerias, onde é possível reconhecer uma série de quadros por meio do link https://www.uffizi.it/en/online-exhibitions/uffizi-virtual-tour. Porém, se você estiver mais inclinada ou inclinado a apreciar Ariadne, Vênus e Marte, veja o seguinte link: https://www.uffizi.it/en/online-exhibitions/rebirth#.

Judith wiht the Head of Holofernes, Cristofano Allori, 1610-1612

https://www.uffizi.it/en/artworks/judith-with-the-head-of-holofernes, acesso em 21 de julho de 2020

The Birth of Venus, Sandro Botticelli, 1483 – 1485.

https://www.uffizi.it/en/artworks/birth-of-venus, acesso em 21 de julho de 2020

Van Gogh Museum: https://www.vangoghmuseum.nl/en

 

Em meio a tantas privações de circulação em vias públicas, o estranhamento em inúmeras ações se estabelece: seja ao reconhecer o nascer do sol, as ruas vazias ou mesmo cheias. Se tivéssemos um campo de girassóis e um campo de trigo com corvos, será que seríamos capazes de reconhecer algum estranhamento equivalente ao de um holandês do século XIX? Procurar as cores de Van Gogh, a singeleza e a intensidade na natureza, na realidade, pode ser uma forma de viver alguns dos difíceis momentos, superar o distanciamento social e até de se reencontrar. Não poderia deixar de mencionar e sugerir o contato com a obra desse artista. No site, algumas das histórias de vida de Van Gogh são retratadas, sua doença, a predileção por girassóis, o registro de flores de amendoeiras, a relação com seu irmão, Theodore e seu suicídio. Caso queira conhecer mais de Van Gogh por meio de seu museu, veja as histórias nesse link: https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-stories/stories. O visitante também tem acesso virtual à biografia, basta acessar o seguinte link: https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-stories/vincents-life, bem como acesso a algumas de suas cartas: https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-stories/art/vincent-van-gogh#letters, onde se identifica excertos que tratam de sua vida e obra. Em uma de suas cartas ao seu irmão Theo, por exemplo, lemos uma referência aos contornos e às cores de suas expressões: “if we made the colour very correct or the drawing very correct, we wouldn’t create those emotions” [Se nós fizéssemos as cores ou os traços muito corretamente, nós não criaríamos essas emoções]. É uma boa ideia ter acesso às obras tendo em mente um pouco do que o próprio Van Gogh pensava sobre alguns pontos, como por exemplo, tal reflexão sobre o uso “correto” das cores e dos traços. Por fim, claro, muito da obra está disponível no site para ser vista e revista.

Wheatfield with crows, Vincent van Gogh, julho de 1890.

https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-stories/art/vincent-van-gogh, acesso em 21 de julho de 2020

A Pair of Leather Clogs, Vincent van Gogh, Março de 1888.

https://www.vangoghmuseum.nl/en/art-and-stories/art/vincent-van-gogh, acesso em 21 de julho de 2020

Museu Nacional – UFRJ: http://www.museunacional.ufrj.br/

 

O Museu Nacional do Rio de Janeiro sofreu um incêndio de enormes proporções na noite de 2 de setembro de 2018. Uma enorme parte do acervo foi atingida e, assim, perdemos, enquanto povo, muito dos registros históricos, culturais e biológicos que um museu tem a responsabilidade primária de salvaguardar. Cantos e registros de dialetos de povos indígenas que já foram extintos e a coleção de aracnologia que era referência da biodiversidade desse grupo animal na América Latina, por exemplo, não poderão ser repostos. Perdemos, naquele incêndio, muito da memória coletiva e constatamos o modo como a tratamos. Porém a insistência, talvez a teimosia, em manter viva a função de um museu, não sofreu danos irreversíveis. Alexandre Kellner, diretor da instituição, afirma: “É importante ressaltar que o Museu Nacional, apesar de ter perdido uma parte significativa do acervo, jamais perdeu a capacidade de gerar conhecimento.” Caso tenha interesse, o Google Arts & Culture disponibiliza uma visita virtual a parte do antigo acervo. Para ter acesso a essas informações, basta clicar no link: https://artsandculture.google.com/exhibit/descubra-o-museu-nacional/5gJywQA_-ABfJw?hl=pt-BR.

Borboletas e mariposas que faziam parte da coleção zoológica do Museu Nacional. A maior delas representa o estágio adulto do bicho da seda. https://artsandculture.google.com/asset/diversidade-de-borboletas-e-mariposas-zoologia/BAGgpc5Pg_Z8_Q?hl=pt-BR, acesso em 21 de julho de 2020

Lâminas de machado encontrados em sambaquis brasileiros. Essas lâminas foram produzidas por grupos horticultores na pré-história brasileira para fins cerimoniais. https://artsandculture.google.com/exhibit/arqueologia-brasileira/RwLCMsSGN0j4JQ?hl=pt-BR, acesso em 21 de julho de 2020

MAM: https://mam.org.br/

 

Representante de um museu brasileiro ativo, o Museu de Arte Moderna conta com a presença virtual. Para isso, é possível tanto acessar seu acervo por meio do site quanto pelo projeto Google Ars & Culture, https://artsandculture.google.com/partner/museu-de-arte-moderna-de-sao-paulo. É possível explorar suas galerias por meio da opção Street View. A exposição “Devoção” retrata também o papel crítico que os museus assumem: https://artsandculture.google.com/exhibit/devo%C3%A7%C3%A3o/yQLCcHBuzCrYJQ

Lamentação, Nuno Ramos. 1985 – 1986 https://artsandculture.google.com/exhibit/devo%C3%A7%C3%A3o/yQLCcHBuzCrYJQ, acesso em 21 de julho de 2020

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