Multiangular

Em terra de fake news, todo cuidado é pouco. E mesmo que você confirme por meio de diversas fontes a veracidade dos fatos, ainda há um segundo problema: a maneira como um fato é contado.  Mas nós, leitores de diversas mídias, temos ferramentas para evitar a manipulação e a incorporação de certezas e valores que não são nossos. Então, ao ler um texto, independentemente da mídia em que ele seja divulgado, fique atento às palavras escolhidas, ao modo como a frase é construída, à presença de expressões que atribuam valor ao fato exposto, à ordem em que possíveis posicionamentos são inseridos no texto, às imagens, à omissão de fatos, à interpretação superficial, ao autor do texto, à fonte do texto, etc.

Nesse cenário, esta seção tem a intenção de ajudar o leitor a praticar sua criticidade. Sempre traremos textos referentes ao mesmo assunto de fontes diversas. Talvez você não reconheça todos os veículos de comunicação aqui publicados, pois também buscamos mostrar textos, que apesar de não estarem nos famosos jornais ou revistas, estão sendo lidos por um bocado de gente.

 

Curadoria de Luis Vieira  

Escritor critica protesto e defende Borba Gato: 'Não caçou indígenas'

O jornalista e escritor Eduardo Bueno se colocou contra o incêndio à estátua de Borba Gato, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, que ocorreu no último sábado (24), e defendeu o bandeirante.

Em vídeo publicado esta semana em seu canal no Youtube, Bueno afirma que os manifestantes colocaram fogo em uma obra de arte e que não sabem quem foi a figura que queimaram.

 

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https://noticias.r7.com/sao-paulo/escritor-critica-protesto-e-defende-borba-gato-nao-cacou-indigenas-30072021

Confissão: Nós pusemos fogo na estátua do Borba Gato

Brasileiras e brasileiros indignados com as prisões de Paulo Galo e de sua companheira Gessica, pelo “crime” de atear fogo à estátua do genocida Manuel da Borba Gato (1649-1718), estão gravando vídeos assumindo também a autoria da ação: “Eu pus fogo no Borba Gato”.

 

Não é possível que Paulo Roberto da Silva Lima, que tem o apelido de Paulo Galo, e sua companheira Géssica Barbosa (que nem sequer estava no ato que resultou em incêndio da estátua) permaneçam presos por atear fogo a um monstro
 

de concreto e aço, enquanto o País queima vivos travestis, indígenas, moradores em situação de rua; chicoteia negros em supermercados; permite a morte pelo frio de dezenas de cidadãos brasileiros; devasta o Pantanal e a Amazônia pelo fogo assassino a serviço do agronegócio; faz arder a Cinemateca Brasileira, levando a memória de parte da Cultura brasileira.

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https://jornalistaslivres.org/nos-pusemos-fogo-na-estatua-do-borba-gato/